6 erros para não cometer na segurança da informação da sua empresa

 

Você tem ideia da importância de uma boa política de segurança da informação? Proteger dados confidenciais que transitam entre os departamentos ou que são compartilhados com fornecedores e clientes é uma necessidade fundamental do ambiente corporativo.

 

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A correria do dia a dia nas empresas resulta em um gigantesco fluxo de dados que são gerados e armazenados o tempo todo, exigindo equipamentos com capacidade de processamento cada vez maior.

Muitas dessas informações são cruciais para as estratégias organizacionais e, portanto, perdê-las seria um verdadeiro desastre. O risco torna-se ainda maior com a proliferação de malwares capazes até mesmo de sequestrar dados.

Para ajudar você a lidar com essas questões, preparamos este artigo que mostra as vulnerabilidades que podem afetar os sistemas empresariais e os erros mais comuns que comprometem a proteção dos dados nas organizações — e que você precisa evitar. Boa leitura!

 

Vulnerabilidades de um sistema de informação empresarial

Antes de qualquer coisa, precisamos entender as principais vulnerabilidades que podem colocar os dados de sua empresa em risco. Para garantir a disponibilidade, confidencialidade e a integridade das informações, fique atento aos seguintes elementos:

 

  • Vulnerabilidades de hardware: defeitos de fabricação nos equipamentos físicos e dispositivos obsoletos ou mau conservados colocam as informações em risco, comprometendo sua integridade;
  • Vulnerabilidade de armazenamento: ocorrem quando os dispositivos usados para gravar ou armazenar dados (CD's, pen-drives ou HD's, por exemplo) não são suficientemente seguros;
  • Vulnerabilidades de comunicação: conexões inseguras, como a transmissão via ondas de rádio, tendem a deixar os dados expostos, facilitando o acesso de invasores;
  • Vulnerabilidades humanas: são os riscos causados pela própria atuação dos usuários do sistema, com ou sem intenção. Podem ocorrer por falta de preparo ou desrespeito às normas de segurança da informação.

 

Os erros de segurança mais comuns

Em geral, as empresas brasileiras ainda carecem de procedimentos eficientes para a proteção de dados sigilosos. Por esse motivo, acabam correndo riscos que podem comprometer fortemente o desempenho corporativo. Muitos deles são frutos de equívocos da própria organização, que acaba facilitando a vida dos hackers.

 

Veja a seguir os erros mais comuns:

 

1. Não investir na proteção das informações

A tecnologia avança rapidamente e novos equipamentos são adicionados ao ambiente corporativo com muita frequência. Nesse cenário, surgem também vários tipos de ameaças virtuais, o que torna necessário manter toda a estrutura de segurança dos dados atualizada.

No entanto, essa é uma medida que exige investimento constante e nem todas as empresas dedicam recursos suficientes à área de TI. A gestão correta dos dados da sua empresa depende da presença de profissionais capacitados que monitorem os processos de segurança com ferramentas especializadas.

 

2. Focar apenas no nível estratégico e esquecer os demais

A preocupação com a proteção dos dados corporativos deve abranger também os níveis tático e operacional. É fundamental que existam colaboradores capazes de detectar e prevenir vulnerabilidades em todas as áreas e não focados apenas em uma. Fazer esse planejamento vai garantir uma ação mais efetiva na redução de ameaças.

 

3. Não ter um plano de contingência quando algo dá errado

Quando se fala em segurança da informação, uma dica de ouro é: tenha sempre um plano B. Sem ele, a organização fica mais sujeita aos riscos de perder dados importantes. Os gestores precisam ser proativos para evitar esse problema. Qualquer vulnerabilidade percebida deve ser mapeada por completo para que a correção seja feita rapidamente.

 

4. Não ter procedimentos de controle de acesso aos sistemas

O controle de quem pode ou não acessar as informações é ignorado por muitas empresas. Contudo, permitir que qualquer pessoa obtenha dados confidenciais é um erro grave e pode comprometer toda a estratégia da organização. As regras de acesso precisam estar devidamente documentadas e ser rigorosamente seguidas.

 

5. Não definir classificações para os dados corporativos

A divisão dos dados corporativos em categorias (sensíveis, confidenciais, públicos, entre outras) é fundamental para evitar que determinadas informações caiam em mãos erradas.

Muitas empresas ignoram os riscos de vazamentos e tratam todas as informações da mesma forma. Porém, os dados financeiros, por exemplo, deveriam ser protegidos com muito mais rigor.

 

6. Não atuar preventivamente

Muitas empresas insistem em agir apenas quando o problema já existe e não possuem um sistema de prevenção de intrusão. Para que esse cenário mude, é preciso transformar a mentalidade organizacional.

Todos os componentes da empresa precisam estar cientes dos riscos e saber exatamente como evitá-los. Para isso, o ponto-chave é definir com clareza a política de segurança da informação.

 

E como seria uma boa Política de Segurança da Informação?

Os cibercriminosos utilizam métodos cada vez mais sofisticados para burlar sistemas de segurança e roubar dados confidenciais. Nesse contexto, fica clara a importância de planejar e implementar uma política de segurança da informação eficiente. Um grande exemplo da aplicação desse tipo de política é a Microsoft, que indica alguns aspectos essenciais para garantir a proteção dos dados corporativos.

O primeiro passo é investir em uma infraestrutura robusta. Tudo deve ser pensado para proporcionar uma boa gestão de riscos. A arquitetura deve considerar a complexidade e a importância dos dados a serem transmitidos ou armazenados: quanto maior a relevância das informações, mais forte deve ser a proteção.

O design do sistema deve levar em consideração a necessidade e as características específicas de cada equipamento que compõe a estrutura — servidores, computadores, equipamentos de rede, entre outros.

Todas as interações com o sistema, desde a configuração de serviços até o registro de um novo usuário, devem ser conduzidas com base nos procedimentos de segurança definidos previamente. A adoção de boas práticas, que devem ser atualizadas constantemente, é um ponto importante para aprimorar os procedimentos.

Vale lembrar que, independentemente da área de atuação, cada empresa possui suas especificidades. Isso reforça a necessidade de mapear os riscos e traçar objetivos antes de iniciar a implementação de uma política de segurança da informação.

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